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último delírio

povoando varzim

foto de Angel Nenov Guerra santa em terra de pecado. Assim são os meus dedos imaginando o bravo prado do teu corpo. Por mais que evangelize, mais me torno pecador. Ou pescador. A teus olhos, ó poveira, que os tens como faróis que sustentam a visão dos náufragos no mar junto à costa, diz-me do cume dos teus mamilos. Se neles podem os meus dedos sustentar a navegação sobre o teu corpo. Dizes - Não tenho homem no mar e acrescentas - Nenhum homem há em terra para quem possam meus faróis apontar e, porém, desdenhando-me, sabes bem que nada do que referes é verdade. Quando quase me naufrago entre o copo e o cinzeiro, sinalizando que as tempestades ora se fotografam num tom frio, ora em sépia, senão o verdadeiro preto e branco como braile para que cegos leiam. E cega tu não és, com esses dois olhos tão despertos, cujas órbitas os trazem para a frente. Precisamente, como os faróis que ajudam cada embarcação (quase ao encalce da tua mão) iluminando o arco cego com que se faz o mar nocturno, em

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