faina
Guerra santa em terra de pecado. Assim são os meus dedos imaginando o bravo prado do teu corpo. Por mais que evangelize, mais me torno pecador. Pecador ou pescador, ditarão os teus olhos, que os tens como faróis que sustentam a visão dos náufragos no mar junto à costa. Diz-me do cume dos teus mamilos, se neles podem os meus dedos sustentar a navegação sobre o teu corpo. Lamentas - Não tenho homem no mar e acrescentas - Nenhum homem há em terra para quem possam meus faróis apontar e, porém, desdenhando-me, sabes bem que nada do que afirmas é verdade. Quando quase me naufrago entre o copo e o cinzeiro, sinalizando que as tempestades ora se fotografam num tom frio, ora em sépia, senão o verdadeiro preto e branco como braile para que cegos leiam. E cega tu não és, com esses dois olhos tão despertos de luz. Precisamente como os faróis que ajudam cada embarcação iluminando o arco cego com que se faz o mar nocturno, em noites mais negras quando das tormentas dos céus. E por isso, ora sendo os...