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último delírio

nossa senhora dos gatos

  Noite, e fui colocar o lixo no contentor. Os gatos farejavam os restos de comida da véspera que a senhora deles ( a senhora dos gatos : todas as verdadeiras ruas têm uma, senão mais que uma), tinha deixado em caixinhas ou sobre pedaços de cartão, na berma. A daqui sempre estaciona um velho carro – se é que se pode dizer que estacionar é parar um carro bem no meio da rua – de mala aberta por cerca de meia-hora, que é enquanto dura a sua tarefa três dias por semana. Retira o grande saco de biscoitinhos e os distribui, fazendo igual com a água que traz num garrafão (com certeza não é senhora dos gatos apenas da minha rua, com tanta logística. Até porque eu a conheço. Não mora aqui, mas numa transversal, a menos de duzentos metros. E já a vi, antes, noutros sítios, com o mesmo carro parado no meio da rua. Portanto, ela deve fazer um quarteirão. E eu indago: um quarteirão com gatos sem casa, sem donos?). Na hora em que saí para depositar o lixo, não era ainda tempo da ronda dela, da (noss

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