função
Dedos impacientes com todas as palavras no interior em tumulto de vozes várias em coro, enquanto a função hepática argumenta compromisso de repouso. Os dedos impacientes tornam-se cabeças febris corridas de cefaleia, cada dedo uma enxaqueca. Dez vezes doem as palavras que ficam retidas, a gritar muito, muito alto. O sangue permuta, ora fininho para esvair-se do corpo, ora engrossando até ao calcário. Dedos que, ainda assim, começam a mexer, primeiro como numa marcha fúnebre, para depois se esgotarem numa espécie de corcel desconcertado. Não é assim que funciona. Estou prostrado, destilo mal, é sabido. Mas, tu estás aqui. Com esse nariz pequeno e tão soberano. Fazes dos teus cabelos raios de sol como se uma manhã pudesse permanecer quando, como agora, o entardecer insiste chuvoso. Tu sempre duvidaste de qualquer crepúsculo. São apenas apontamentos caprichosos do tempo. Há luz diurna na tua melena, enquanto o teu olhar, esse, ensaia sempre o reflexo da lua sobre esta cama. Fecha os estor...