não esqueço
não esqueço de como choraste por me veres partir colhi daquele jardim alheio uma formosa flor como se de um retrato para te recordares de mim dizias foste a única a quem meu desejo nada mais pediu senão a cor delicada de um beijo e em troca te dei o meu corpo quente de verão verão de que não esqueço meu amor dizem que em qualquer jardim a flor jamais tocada é a mais pura e tocada por ti eu fui como posso esquecer-me de ti se flori para deixar de ser pura na solidão? tu, escaravelho que mais podias ser depois de calcado derretido e moribundo no chão eu, borboleta logo esmagada num estalar de mãos em pleno voo sumida de pó quando o sol fingindo nada ver foi deixando o jardim para seguir a rota mar adentro atrás de uma falua ai, em que infeliz lençol nos...