minha fé
Um dia, sei que conseguirei dar-te o melhor. Fazer com que aumentes a sabedoria que tens adquirida ao sabor do vento da tua juventude, permitindo que aprendas mais na bonança do teu espírito. Qualquer dia, o desacreditado em que me tornei terá o prazer renovado de te ensinar como o mundo é tão belo e como a defeituosa humanidade, em muitos instantes da sua milenar existência, conseguiu realizar tanto do mais belo – o belo que havia de ser a sua única definição. Isto é: dizer humanidade e dizer beleza seria cantar quem somos entre sinónimos. Raro o mundo que idealizamos, rara a humanidade que desejamos ser. Porém, fora artes divinas que não compreendo ou não sei aceitar, a beleza persiste, ainda resiste. E isso é o devir, o móbile para que possa progredir a humanidade rumo ao ideal que traçou. Deixei de ter esperança pelo geral, pela globalidade. Houvesse antes um outro dilúvio que as lendas judaico-cristãs conferem. Limpar a iniquidade e salvar os que ainda estão em condições de regres...