medronho


Do medronho guardei, de alvo castelo,
a memória de dias mui alegres
pão de milho e queijo, o doce mel,
ribeiro abrindo entre ciprestes.

Na casinha onde estive instalado,
no vão das portas corria o ar da serra.
Uma brisa - não era vento gelado -
pois tudo ali me sabia a primavera.

Do medronho provei a aguardente,
poção que o anfitrião, por cortesia,
me ofereceu tão amavelmente.

E enquanto tal gesto eu agradecia,
a tarde caía na serra, lentamente.
Pelo qu’ assim fiz do medronho poesia.

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