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mezinha

Tento agora, no render da tarde, curar com alguns centilitros de álcool a saudade rasgada em meu corpo do sabor e textura dos teus 
(nossos?) 
beijos, como quem queima a sangue frio uma ferida aberta que sangra, e dói, sem dó, a dar ares que irá doer para sempre se eu 
(ou tu?) 
nada fizer. 
Dói esta solução com o copo a beirar o declive do abismo mas, pouco importa, pois nunca irá doer tanto como a flagrante saudade que tenho. 
As nuvens deram tréguas a afastar o cinzento deste pardo inverno nascido, reparaste? Convite a deixar os livros abertos no chão, as mantas, as xícaras, o ronronar de som e luz da tv como salvação do naufrágio entre a solidão. E sair, sair daqui de onde dói, sair para a incerteza de um rosto que se procura, de um ombro para encostar a alma, talvez de alguém ferido com semelhantes lágrimas. 
E, nesse caso, seriam precisos litros dessas lágrimas para sarar esta acutilante saudade dos teus 
(nossos?) 
beijos, como quem lava a sangue frio uma dilacerante ferida ab…

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