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comoção lírica para esmeralda

– Faz tanto calor, meu querido… 
Suspiras assim, no princípio da nossa saciada saudade, como se as seis horas que leva a tarde fossem ainda o pino solar do meio-dia, fervendo o chão da relva, amolecendo as sombras, os telhados, os alpendres. As quatro paredes de um quarto com almofadas e lençóis de seda branca frente à janela com esta brisa morna. 
E fazemos amor. Como se já não chegasse o calor suficiente desta tarde de verão, como se as árvores frondosas do centro da cidade, que a vista da janela concede, não fossem, por si mesmas, o cúmulo de transpirações de desejo e sede montada a verde. E, os corpos, os nossos corpos, 
– Conjuntivo o teu corpo, Esmeralda… 
pudessem ser metáfora de névoa de abril ou orvalho do gestante verão em junho, com o tojo já desmaiado da flor e, ainda assim, insinuando o seu perfume pelas montanhas. 
Porém, é julho pleno, e fazes este calor no meu corpo, dentro em mim avultado na sensação de um vulcão que explode, vezes sem contar as vezes não contadas, mas to…

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