11 de novembro de 2018

entropia



A luz imprecisa e a doçura do sono, no embalo da chuva, o vento ululando com mestria dramática, a lonjura a chorar cristais com outros sons inquietos. As mãos à luz quente do abat-jour em gestos de difusas palavras. Se evocares o ar húmido, terás a encomenda do segredo, e tudo o resto é ferimento. 

Haja ainda quem venha morrer de amor. As manhãs de novembro terão sempre este céu plúmbeo, com o adocicado humor do outono no seu aroma de lenha e caruma a arder. E os livros no lugar da esfera. A música, sempre presente, vem na vez do sol, como quem nasce para todos.

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