8 de fevereiro de 2013

poema com anagrama

foto de Georgina Noronha

Sede,
quando o sol inunda e do seu rosto
a luz de um prado sereno;
nos seus lábios a humidade
de sombra e beijo;
folhas,
ramos de esplendor quando os seus cabelos
sacudindo brisas, e o pólen,
e a fragrância do sorriso;
percorrer o mundo nos seus olhos:
eu sonho e tudo claramente infinito
para um inocente desmaio
(que  a sofrer por que a paixão)
do amor assim contido;
em qualquer palavra que declame sua voz
é flauta de incenso
a purificar-me a alma.

Com ternura, ainda ela.

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