29 de junho de 2009

beijo



a tua boca na minha:
quem dera fosse todo o verão além da latitude dos sonhos

e por isso ardes-me
e por isso o vento norte nos teus olhos
a exaltar de desejo as cores da chama viva

só as duas bocas unidas:
suspendendo a intenção dos gestos e do corpo
ignorando o tempo na sublimação da saliva

tolhemos as vãs palavras dos sentimentos tontos

porém, a minha na tua boca
é ainda o verão virgem aquém da esfera dos sonhos
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