7 de abril de 2005

véspera

Não estive cá a semana passada.

Passeavam pela berma os cães num desfile de urinas, ladravam os cães palavras que não se entendiam, e as trelas eram puxadas, tensas, perto

(sempre)

de uma crise qualquer que as distendesse, para além dos buracos das ruas, e nada podiam fazer, apenas esperar

(no meio dos latidos)

que a tarde, acabada, viesse a ocultar os rostos que gritavam silêncios.

Era a véspera: que farei quando tudo arde?
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