Não estive cá a semana passada.
Passeavam pela berma os cães num desfile de urinas, ladravam os cães palavras que não se entendiam, e as trelas eram puxadas, tensas, perto
(sempre)
de uma crise qualquer que as distendesse, para além dos buracos das ruas, e nada podiam fazer, apenas esperar
(no meio dos latidos)
que a tarde, acabada, viesse a ocultar os rostos que gritavam silêncios.
Era a véspera: que farei quando tudo arde?
Passeavam pela berma os cães num desfile de urinas, ladravam os cães palavras que não se entendiam, e as trelas eram puxadas, tensas, perto
(sempre)
de uma crise qualquer que as distendesse, para além dos buracos das ruas, e nada podiam fazer, apenas esperar
(no meio dos latidos)
que a tarde, acabada, viesse a ocultar os rostos que gritavam silêncios.
Era a véspera: que farei quando tudo arde?


5 estados febris:
embriaguei-me nesta canção...viajei nas tuas palavras
D.
é a madrugada. tudo arde. e eu fico aqui.
um grande abraço
jorge vicente
Eu gosto muito deste blogue.
cheers,
Como sempre Alexandre, a máxima qualidade dos teus textos é avassaladora.
Um abraço forte
Sei que não ligas a isto, mas tens uma pequenissima homenagem minha, lá no meu canto.
Abraço forte
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