07-04-2005

véspera

Não estive cá a semana passada.

Passeavam pela berma os cães num desfile de urinas, ladravam os cães palavras que não se entendiam, e as trelas eram puxadas, tensas, perto

(sempre)

de uma crise qualquer que as distendesse, para além dos buracos das ruas, e nada podiam fazer, apenas esperar

(no meio dos latidos)

que a tarde, acabada, viesse a ocultar os rostos que gritavam silêncios.

Era a véspera: que farei quando tudo arde?

5 estados febris:

D. disse...

embriaguei-me nesta canção...viajei nas tuas palavras

D.

jorge vicente disse...

é a madrugada. tudo arde. e eu fico aqui.

um grande abraço
jorge vicente

Inês Leitão disse...

Eu gosto muito deste blogue.

cheers,

Carlos Ramos disse...

Como sempre Alexandre, a máxima qualidade dos teus textos é avassaladora.

Um abraço forte

Carlos Ramos disse...

Sei que não ligas a isto, mas tens uma pequenissima homenagem minha, lá no meu canto.

Abraço forte