10 de maio de 2005

janelas veladas

Comiserativos actos além. Prostradas carnes pela dor dos joelhos que latejam, e dos pés que incham. Cega constrição ao abandono de uma imagem vacilante, ora de barro, ora de madeira, pétrea sempre. Um espelho tetro para os espíritos velíferos, exuberando cada gesto inerte como se as janelas veladas sem um até amanhã augusto. Fé que não duvida é fé morta. (*)


(*) Miguel de Unamuno

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