13 de abril de 2005

esperando

Estão ali o dia todo, esperando. Que sopre o vento e arraste uma palha. Que brilhe o sol e aqueça a pele enrugada. Que se abra uma pálpebra. Que se quebre o sono. Que a partilha seja de duas palavras. Que as mãos se toquem, frouxas, nostálgicas da firmeza e do coração à boca.

A voz é uma planície em pousio.

Querem ver a terra abrir para lhe sentir o humo.
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