11 de junho de 2008

doce e gentil desconhecida


Sensualidades, por Paulo Almeida em 1000 imagens


Permite-me poisar os meus lábios nos teus a experimentar a estranheza de tal acto na contracção do teu rosto fechando-se. Colocar a minha mão, ávida e atrevida, sobre os teus seios, afagá-los, mesmo por cima do tecido da camisola, e sentir-te retraindo à medida que avanço. Com a outra mão seguir mais abaixo no teu corpo, dominar a curva da tua anca e encher-me das tuas nádegas por baixo da leve saia que vestes. Curvar à frente, depois, e repousar os dedos abertos sobre o triangulo macio do teu púbis de feno, explorando, encontrando. E tudo isto para saber como recuas, como te fechas e inibes, e como te indignas: a mão aberta e espalmada sobre a minha face que ruboriza do sangue espicaçado, numa declarada e brutal recusa de mim.

Mas, (ó minha doce e gentil desconhecida!), é a tua carne que me apela e eu tenho ganas de ser o teu lobo faminto.
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