7 de maio de 2005

a certa dúvida

Ser mais do que essa dor de cabeça: o sangue que ferve espumoso no sono mais prolongado. Veia que resiste à cicatriz. Ao disparares lentamente o olhar que se esfuma encontras a abertura perpendicular da cortina fugindo para as cores do sol. Se ouves as buzinas dos automóveis estás desperto, o que pressupõe que a íris não devia ser o vidro com que se anuncia e a pele não se acinzentaria de uma cera com cheiro que os cães perseguem. Porque me mentes? Larga-me os sonhos e torna-te, de uma vez por todas, efémero.
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