27 de março de 2008

lógica do amor

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Centre Dimension, de Ivaylo Todorov em photobucket


Eu não sei como nem o porquê das pétalas da chuva que assombram os meus passos, num compromisso inadiável do dia seguinte, e eu convalescendo da dor da paixão e de entender a lógica do amor.

Se eu não podia - digam-me - enraivecer-me com essa gravidade dos sentimentos e dar um pulo significativo no horizonte onde as partículas das águas que correm de cima fossem do meu rosto o consolo convulsivo de um pranto necessário.

Exacerbam-se os sentimentos, efabulam-se palavras com requintes de chocolate, mutuam-se os corpos exaltados e aquilo que parecendo infinito desmorona-se em escombros de efemeridades. Tenta-se então perceber essa lógica do amor feito de vaivéns, do é e que já não é: precipitamo-nos convulsivos com a alma a desabar como se tudo fosse o primeiro e único fim.

Não sei como nem o porquê destas pétalas da chuva que pesam como chumbo sobre as pálpebras do meu amanhecer. Gastaria mares imensos de tinta a explicar, naufragando as palavras que pouco - ou mesmo quase nada - poderiam significar.
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