12 de março de 2006

isto que sinto

Isto que sinto não foi a morna tarde empurrando-me do retiro mórbido em que ostento uma fria solidão. Não para falar ao sabor de uma cerveja e de alguns cigarros lentamente queimados nos trilhos das conversas. Não foi essa fugaz paz interior, dessas que de tempos a tempos nos é permitido aproveitar. E não foi o teu corpo escandalosamente aberto sobre o trigo ainda verde.

Não foi nada disso: isto que sinto foi apenas o hábito de um mundo fora de mim que eu me esquecera, já há algum tempo, de ver despertar.

É chegado o momento de ser eu novamente, em voo livre.
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