21 de novembro de 2005

diferente sempre


(autor desconhecido)

É diferente sempre o que pensas de mim. Arrumo-te a um canto da boca a soletrar patetices como quem desfolha o malmequer na esperança que a conta lhe abra portas esotéricas para um amor de todo impossível. A música rompe num lamurio de lágrimas contidas, como se a raiva fosse possível neste espaço. Olha que não é… Rasgas o papel numa incontinência de frustrações e nada te devolve o sossego. E assim se conhece um pateta: o olhar esbugalha-se perante o que não conheces, o que pensavas não ser possível. Estás na exacta posição de rato de cobaia, serves-me na experiência de que o ser humano é um bicho amedrontado pela solidão. E a solidão nada mais é que uma simples sombra. E debitadas a frustrações, não te lembras que onde há uma sombra há uma luz por onde poderias sempre fugir. Porém nunca saberias como fugir de ti mesmo, não é verdade? Como seria? Um grito? Uma carta de suicídio? Penso que talvez a cobardia, como qualquer ser humano…
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