20 de julho de 2005

sorrisos de tão verdes anos



a Carlos Paredes


Viajo com a pauta dos sonhos
Encontrados na poesia que, dispersa,
Recorda as mãos
De um dia de mar, de um dia de areia
E brisas
Soprando a escala entre os fios dos meus cabelos.

Anseio a tua arte, traçada em mestria
No soalho dos pensamentos mais nobres
Os dedos que em festa rasgam
Sorrisos de tão verdes anos.

Cavalga o tempo nas rugas
Arreando jamais na memória dos homens;
Realejos antigos e postais amarelecidos
Lembranças do nome que jaz
Onde paraísos feitos de claves, de
Sol,

Para ver nascer os dias
Abertos de luz e som
Redentores;
E amando cada grão de areia poisado no tempo; e,
Depois do amanhã,
Entregando a saudade e as guitarras com
Sorrisos de tão verdes anos.
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