
fotografia de Marco Ricca em 1000 imagens
- Que disseste?
- Nada.
- Julguei que tivesses dito alguma coisa...
- Nem sequer abri a boca.
A música conduzia o embalo da sala. Dois copos: um de gin, outro de sumo de um fruto vermelho. Pedras de gelo. Revistas várias com fotografia. Livros de poesia, abertos ao acaso.
- É certo que não disseste nada...?
- Sim. Porque insistes?
- Não insisto. Já não insisto.
Um gesto de impaciência:
- A conversa assim não te leva a lado algum. O que foi que ouviste?
Ficou a música. Beberam-se os líquidos. Folhearam-se as páginas. Havia uma janela para um jardim. Havia a luz para um céu declaradamente azul. Havia tudo. Como se tudo pudesse ser perfeito.
- Ia jurar que te ouvi dizer "amo-te".
Mas de tudo, coisa nenhuma.
- Nada.
- Julguei que tivesses dito alguma coisa...
- Nem sequer abri a boca.
A música conduzia o embalo da sala. Dois copos: um de gin, outro de sumo de um fruto vermelho. Pedras de gelo. Revistas várias com fotografia. Livros de poesia, abertos ao acaso.
- É certo que não disseste nada...?
- Sim. Porque insistes?
- Não insisto. Já não insisto.
Um gesto de impaciência:
- A conversa assim não te leva a lado algum. O que foi que ouviste?
Ficou a música. Beberam-se os líquidos. Folhearam-se as páginas. Havia uma janela para um jardim. Havia a luz para um céu declaradamente azul. Havia tudo. Como se tudo pudesse ser perfeito.
- Ia jurar que te ouvi dizer "amo-te".
Mas de tudo, coisa nenhuma.
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