9 de maio de 2005

bad cluster


fotografia de Armando Dias em 1000 imagens


Despejas-me os teus medos como se eu fosse o diabo de um caixote de lixo. E depois atiras-te novamente de cabeça nos velhos e novos dilemas da tua vidinha sem regras, serpenteando entre a rotina de tudo, abandonas-te, arrastando o teu andar, acabando num pequeno ponto negro que anuncia o fim de uma estrada - que cliché! Cá fico eu para pensar nisso tudo que dizes, pois... Como se eu fosse a merda de um programa de computador ao qual estás habituada que te processe os dados introduzidos e no dia seguinte te apresente soluções. Quais soluções? Adoras conselhos de algibeira, não é? Aqueles que tudo dizem mas não solucionam coisa alguma, porque argumentas que nada está ao teu alcance, nada depende de ti, só dos outros. Fazem com que te sintas ainda mais desorientada, fatalmente desgraçada pelas circunstâncias, e cultivas uma depressão inventada pelos teus erros. Gostas de ser a vítima. Pois devo confessar-te: tenho um bug, um vírus, o que queiras chamar na tua linguagem programática, e por isso vais ter que me fazer um restart. Mas tem lá cuidado: corre-me em safe mode, não vão os estragos ser permanentes e irreversíveis...
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