29 de abril de 2005

noite como esta


(autor desconhecido)


Numa noite como esta, azul nos anéis de fumo disparado pelos risos e pelo burburinho onde cabem copos de diversas formas e líquidos de diversas cores;

numa noite como esta, dizia, em que o calor da terra ergue-se para gáudio das nossas narinas entumecidas pelo prazer de rir,

(e parar a olhar-te nos olhos);

aquela boca, aquele sorriso carmesim de onde deitas o desejo implorando;
e em que muita da luz, senão toda, é o foco dos corpos que mexem e exorcizam medos, e se transformam na volúpia;

numa noite como esta dos sons que explodem, das melenas que voam, dos braços que se perdem,

(e tu sempre perdida no contorno do meu corpo, tu perdida numa planície de gotas que te escaldam os sentidos);

numa noite como esta, dizia então, não hei-de eu morrer. Jamais. Garanto-te
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