11 de abril de 2005

de vidro

Foste capaz de dobrar o espelho, e ficaste do lado de lá

(pensando que para sempre),

longe de tudo o quanto te assusta na vida aquém espelho.

Tornei a ver-te, já doente, numa esquina de luz onde dormias a imagem rachada do vidro.

Nunca te lembraste que, por ser de vidro, a tua vida ali também se quebraria.
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